A Família BEDORE no Brasil

 

            Após intensas pesquisas conclui-se que no Brasil desembarcaram em datas distintas apenas CINCO famílias com o raro sobrenome Bedore:1ª a de Luigi em 1891 e 92, 2ª a de Lorenzo em 1895; 3ª a de Primo, 4ª a de Ernesto em 1913 e 5ª a de Giuseppe em 1914. Destas cinco famílias TRÊS têm a mesma origem, ou seja, fazem parte de uma única família (a de Luigi, a de Ernesto e Giuseppe – o primeiro pai do segundo e irmão do terceiro, todos naturais de Ospedaletto Eugano, Província de Padova na região de Veneto, norte da Itália).

            Portanto, apenas TRÊS famílias com o sobrenome Bedore não aparentadas a partir do século XIX imigraram para o Brasil, a saber:

            1ª A de Luigi, seu filho Ernesto e seu irmão Giuseppe, em datas distintas.

            2ª A de Lorenzo em 1895 (radicada em Jaboticabal).

            3ª A de Primo que já se encontrava no Brasil em 1896.

            Das cinco famílias que deixaram a Itália, apenas três deram continuidade ao raro sobrenome no Brasil (a de Lorenzo, Ernesto e Giuseppe), destas três, como já vimos, duas são oriundas do mesmo tronco: a de Ernesto e a de Giuseppe, pois Giuseppe é tio de Ernesto e ambos são naturais de Ospedaletto Euganeo/PD.

            Portanto, os Bedores no Brasil descendem de apenas DUAS famílias: a de Ospedaletto Euganeo cujos membros são descendentes de Giuseppe ou de Ernesto e a de Lorenzo Bedore e seu filho Attilio, cujos descendentes estabeleceram-se principalmente na cidade de Jaboticabal/SP, ambas as famílias possivelmente sejam aparentadas na Itália de antigamente.

            A primeira família a imigrar é de Luigi Bedore que chegou sozinho no Brasil em 06.OUT.1891, retornando para Itália cerca de três meses depois para buscar sua família e voltou para o Brasil pela segunda vez com a família em 26.JAN.1892. Após cerca de quatro anos a família retornou a Itália. Ernesto Bedore, primogênito de Luigi imigrou primeira vez com seus pais ainda criança e retornou ao Brasil em junho de 1913 com sua família e tornou-se tronco da quarta família Bedore no Brasil.

            A segunda família a imigrar é de Lorenzo Bedore que imigrou com sua família aos 23.AGO.1895. A família era composta de: Lorenzo Bedore com 66 anos de idade, sua esposa, Maria, com 63 anos de idade, seu filho Attilio, com 36 anos de idade, sua esposa, Ermínia Tafuli, com 34 anos e os filhos: Maria[1] com 07 anos, Santa, com 05 anos e Santo, com 02 anos de idade. Attilio Bedore tornou-se o tronco da primeira família Bedore que se estabeleceu no Brasil, e teve no Brasil mais três filhos: André, Estela e Lorenzo, vindo a falecer muito jovem em Jaboticabal, cidade onde ainda hoje está radicada a maior parte de seus descendentes. Os seis filhos de Attilio (Maria, Santo, Santa, André, Estela e Lourenzo) são falecidos e segundo seus descendentes a família era originária da Província de Verona, vizinha a de Padova, ambas juntamente com outras Províncias fazem parte da região de Veneto.

            A terceira família a imigrar é de Primo Bedore e sua mulher Rosa Benalli que já se encontravam em 1896 em Bebedouro/SP e Guariba/SP. Primo Bedore e sua mulher não tiveram filhos homens e conseqüentemente não deram continuidade ao sobrenome no Brasil, embora tenham deixado três filhas: Angelina Cattarina Bedore, nascida na Itália, casou-se em Bebedouro/SP com Ângelo Guilherme em 1901 e faleceu em Ibirá/SP sendo sepultada em Catanduva aos 28.DEZ.1934; Ergia ou Argia Bedore, fora residente em Cabrália Paulista/SP e falecida em Corumbatá/SP e Andina Catarina Bedore, nascida em Guariba/SP aos 25.11.1896, casada com Carlos Rodolfo Gandolfi, residiu em Ibirá/SP e faleceu aos 25.02.1976 em Fernandópolis/SP.

            Primo Bedore faleceu, segundo sua certidão de óbito em 21.JUN.1925 em Uchoa/SP com 70 anos de idade, portanto nasceu em 1855 e sua esposa faleceu na mesma cidade aos 13.JUN.1932 com 80 anos de idade, portanto nascida em 1852 e segundo sua certidão de óbito era natural de Mantova. Também segundo alguns descendentes desta família, a mesma era originária da província de Padova, e como as Províncias de Mantova e Padova são vizinhas é muito provável que realmente sejam de uma das duas Províncias.

            A quarta família a imigrar é de Ernesto Bedore e sua mulher Virginia Basso. Ernesto é natural de Ospedaletto Euganeo/PD e é filho de Luigi Bedore, tronco da primeira família de Bedore a pisar em solo sul americano em 1891 e 1892. Com sua segunda e definitiva imigração ocorrida em 12.JUN.1913 Ernesto Bedore tornou-se tronco a segunda família de Bedore que se estabeleceu no Brasil.

            A quinta e última família de Bedore que imigrou para o Brasil em abril de 1914, é de Giuseppe Bedore que era irmão de Luigi Bedore e tio paterno de Ernesto. Giuseppe Antônio Bedore, nascido aos 25.MAIO.1880 em Ospedaletto, casou-se em Sant’Margarita D’Adige/PD em 1905 com Emília Brogin com quem teve: 1) Ivo, nascido aos 16.ABR.1907 e falecido em Adamantina/SP, em 1990 aproximadamente[2]; 2) Maria, nascida aos 02.MAIO.1909 e 3) Agnese Arminda, nascida 09.ABR.1912, todos nascidos em Ospedaletto Euganeo. No Brasil a família estabelecendo-se inicialmente em Nova América e posteriormente em Itápolis/SP. Giuseppe, após a morte de sua esposa aos 12.SET.1914, ocorrida cinco meses após a imigração e no parto de seu quarto filho, 4) Paulo (falecido em 2004 em Lucélia/SP) casou-se pela segunda vez e teve mais cinco filhos: 5) Emílio, 6) Arcanjo (vivo em junho de 2001), 7) Alfeu, 8) Antônio e 9) Emília, os quais deixaram grande descendência em várias cidades do Estado de São Paulo.

            Faleceu Giuseppe Bedore aos 15.MAR.1972 em Itápolis/SP com quase 92 anos de idade. Giuseppe Bedore tornou-se tronco da terceira família Bedore que se estabeleceu no Brasil.

 

Bedores na atualidade no BRASIL

 

                                   Como já foi mencionado no início deste trabalho após intensa pesquisa concluí-se que apenas cinco famílias com este sobrenome imigraram para o Brasil nos séculos XIX e XX, cujos troncos são:

 

            1ª Luigi Bedore, que imigrou primeira vez sozinho em 06.OUT.1891 e segunda vez com a família em 26.JAN.1892;

            2ª Lorenzo Bedore, que imigrou aos 23.AGO.1895;

            3ª Primo Bedore, que já se encontrava com a família em Bebedouro/SP em 1896;

            4ª Ernesto Bedore, que imigrou em 12.JUN.1913 e

            5ª Giuseppe Bedore, que imigrou em abril de 1914. Das cinco famílias que imigraram, três se estabeleceram definitivamente no Brasil dando origem a rara família com este sobrenome no Brasil, cujos troncos são: 1º Attilio Bedore, filho de Lorenzo; 2º Ernesto Bedore, filho de Luigi e 3º Giuseppe Bedore, tio paterno de Ernesto.

            Portanto, desde o século passado até a atualidade existem apenas três famílias com este mesmo sobrenome em São Paulo e no Brasil, sendo duas pertencentes a mesma origem familiar e provenientes da mesma cidade italiana: Ospedaletto Eugano. Os três troncos das famílias Bedore que se radicaram no Brasil são: 1) Attilio Bedore, natural provavelmente de Verona ou Padova, 2) Ernesto Bedore, filho de Luigi, que foi o primeiro Bedore a imigrar para o Brasil e 3) Giuseppe, Bedore, que é irmão de Luigi e tio paterno de Ernesto, naturais de Ospedaletto Euganeo.

            Hoje (Junho de 2001) existem 62 (sessenta e dois) assinantes de linhas telefônicas no Estado de São Paulo com o sobrenome Bedore, segundo a empresa Telefônica. Destes assinantes, 25 (vinte e cinco) são de descendentes de Attilio Bedore, e são encontrados nas cidades de: Jaboticabal 15 (quinze), 05 (cinco) em São Paulo, 02 (dois) em Nova Luzitania, 01 (um) em Jarinú, 01 (um ) em Nhandeara e 01 (uma) em Mirasol; outros 18 (dezoito) são descendentes de Ernesto Bedore e são encontrados nas cidades de: Atibaia 09 (nove), Lins 03 (três), São Caetano 02 (dois), São Paulo 02 (dois) e 01 (um) em Marília; outros 18 (dezoito) são de descendentes de Giuseppe Bedore e são encontrados nas cidades de: Mauá 06 (seis), Lucélia 05 (cinco), Americana 04 (quatro), Jaú 01 (um), Santa Bárbara D’Oeste 01 (um) e São Paulo 01 (um), portanto concluí-se que os descendentes de Giovanni Battista Bedore, pai de Luigi e Giuseppe, e avô de Ernesto, todos provenientes da cidade de Ospedaletto Euganeo/PD e os descendentes de Attilio Bedore estão hoje espalhados por várias cidades do interior paulista.

            Embora não tenhamos descoberto registros da família de Lorenzo e de Primo Bedore na Paróquia de S.Giovanni Battista na cidade de Ospedaletto Euganeo, segundo os descendentes de Primo, a origem da família é Padova ou Mantova, segundo os descendentes de Attilio a origem é Padova ou Verona. Portanto, em razão da raridade deste sobrenome é muito provável que as quatro famílias (descendentes de Attilio, Ernesto, Primo e Giuseppe) sejam oriundas de um mesmo tronco, já que duas: a de Ernesto e de Giuseppe, são descendentes de Giovanni Battista “Gio Batta” Bedore, todos naturais de Ospedaletto Euganeo e Della Torre di Este.

 

 



[1] Descobrimos a certidão de casamento de Maria Bedore com Severino Passarini aos 19.AGO.1905 em Jaboticabal/SP.

[2] Entre os descendentes de Ivo Bedore, destaca-se um de seus netos: Djair Bedore Fiorini, vereador em Lucélia pelo PSDB (2001 a 2004), que disputou e perdeu a Prefeitura da cidade em 2004.