Heráldica da Família Bedore

 

Brasão da Família Bedore fornecido pela empresa Stemma em dezembro de 1999

 

            Em nossas pesquisas descobrimos três brasões da família Bedore. Como não confiamos na autenticidade dos mesmos apenas citaremos a origem dos mesmos (onde o encontramos) e infelizmente não daremos maior importância a esse capítulo sobre heráldica, posto que para nós faltou maiores elementos para aceitá-los como sendo brasões da família Bedore. Razão pela qual sequer reproduziremos o trabalho encomendado à empresa Stemma, de responsabilidade do professor Ciro Mioranza, que nos enviou o brasão acima.

 

            Diga-se de passagem a figura central do brasão acima reproduz três montes estilizados que também fazem parte do brasão oficial da cidade Ospedaletto Euganeo/PD, o que nos faz concluir que esse brasão fora criado recentemente (após meu pedido) a partir da informação que a família Bedore era originária de Ospedaletto Euganeo.

 

            Portanto, como já mencionamos, dos três brasões encontrados, o primeiro, reproduzido acima, nos foi fornecido pela empresa Stemma (G.B. di Crollalanza – Dizionario Storico Blasonico do Instituto Genealógico Italiano di Firenze) e assim é descrito: um escudo em campo azul, um monte de três picos em cor de prata, sobre o qual pousa um lírio de ouro. Brasão de origem italiana.

 

            O segundo, é fornecido pelo (The Historical Research Center) que assim o descreve: um escudo em campo de ouro (amarelo), um javali passante de espada negra, os colmilhos de prata (branco). Seu timbre é de três penas de avestruz na sua cor natural. Brasão de origem francesa.

 

            Já o terceiro consta de uma página da rede mundial de computadores (www.houseofnames.com), que igualmente ao segundo não conseguimos reproduzi-lo e que faz referência a William Beddo da Virginia (1727); Alice Bedow também da Virgínia (1660); Andrew Bedow que imigrou para os EUA em 1660 e John Bedow que encontrava-se em Barbados em 1660. Os quais acredito nada têm a ver com a família Bedore.

 

Breve consideração sobre a nobreza na Idade Média

 

            Resumidamente na Idade Média existia apenas duas castas ou classes: nobres e pobres. Os nobres, por sua vez eram divididos em duas classes: os nobres de sangue azul, ou seja a condição de nobreza que provinha das famílias reais, principescas e dos senhores feudais que dominavam a cena história e política de então. Estes nobres eram em reduzido número e compunham as famílias e a Corte dos Reis, dos Príncipes, dos Duques, dos Condes, dos Marqueses, dos Viscondes. Tanto o título de nobre, quanto o grau de nobreza, neste caso, era hereditário e podia ser ampliado através de nomeações restritas a vontade e as decisões dos soberanos medievais. A outra classe era formada pelos também chamados de nobre, uma vez que na Idade Média não se encontrava a palavra “ricos” e esta segunda classe de nobres correspondia a casta privilegiada dos ricos, dos grandes proprietários, dos capitães, dos mercadores, de todos aqueles que tinham conseguido atingir um nível de vida elevado ou que tinham feito fortuna em moeda corrente. Portanto um nobre na Idade Média era aquela cidadão que fazia parte de uma família real ou feudal e eventualmente também era aquele que tivesse acumulado riquezas no sentido estrito e comensurável de riqueza em dinheiro e em bens que pudessem ser transformados em ouro, prata e moeda. Neste último tipo de nobre e de nobreza são classificados capitães de exércitos, aventureiros, mercenários, cavaleiros, mercadores, padres, monges, banqueiros, juízes, magistrados, tabeliões, cambistas, médicos, farmacêuticos, peleteiros, açougueiros, sapateiros, ferreiros, coureiros, construtores, vinhateiros, padeiros, mercadores de óleo, mercadores de seda e linho, couraceiros, fabricantes de espadas, seleiros, madeireiros.... Estes nobres eram também chamados de patrícios. Se para os primeiros nobres, os de sangue azul, o direito a nobreza era um direito de sangue e era hereditária e eterna, para os segundos, os ricos, a nobreza era adquirida, dependia das fortunas e podia ser ocasional e efêmera. Os primeiros eram sempre nobres e pertenciam sempre a nobreza e os segundos eram nobres se eram ricos e pertenciam a nobreza enquanto durasse a sua fortuna. As artes menores eram divididas em 17 (dezessete) grupos e compreendiam desde o açougueiro até o hoteleiro, desde o sapateiro ao fabricante de armas, do padeiro ao seleiro, do alfaiate ao tecelão.