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Bedores de Atibaia/SP Como já foi abordado nos títulos
que retrataram a ascendênia e descendência de Oscar Bedore e Iride Bachega
Bedore, essa família teve início em Atibaia com o mencionado casal que de
Getulina passou à São Paulo, de São Paulo para Cambuí/MG e de Cambuí passou
para Atibaia no final de 1964. Antes porém, segundo a tradição
oral e familiar fala-se que o imigrante Luigi Bedore, sua esposa e filhos
chegaram a morar na cidade de Atibaia entre o começo de 1892 a no máximo
março de 1895, se considerarmos que Diamante Bedore nascera na Itália ou até
1897 quando nascia na Itália outra filha do casal Luigi Bedore e Elisabetta
Rizatto. Quando Oscar Bedore mudou-se para
Atibaia, sua mãe, Virginia Basso, que também morou em Atibaia, contou-lhe,
bem como contou a outros filhos, que Ernesto Bedore chegou a morar na cidade
de Atibaia quando criança, juntamente com seus pais, todavia não conseguimos
nenhuma comprovação histórica desse fato, apenas descobrimos que Ida Bedore,
filha de Luigi e sua mulher nasceu aos 13.MAR.1893 no arraial de Sousas,
distrito de Campinas/SP que dista aproximadamente 60 km de Atibaia, o que
pode significar que realmente o casal Luigi Bedore e Elisabetta Rizatto, pela
proximidade entre Sousas e Atibaia, realmente podem ter vivido por pouco
tempo em Atibaia no ano de 1892 ou entre meados de 1893 até o retorno para
Itália em 1895 ou 1897. De qualquer modo o Tronco dessa
família em Atibaia é Oscar Bedore que estabeleceu-se em Atibaia com a esposa
e cinco filhos em razão de seu ministério evangélico que o enviará para
Atibaia. Na cidade seus cinco filhos
(Osvair, Odair, Paulo, Marcos e Gerson) casaram-se com mulheres naturais e de
famílias de Atibaia, exceto Marcos e Gerson Bedore, e aí todos constituíram
suas famílias. A primeira geração nascida em
Atibaia é a dos netos do Tronco que teve início com o nascimento de Adriano
Bedore em 1973 e terminou com o nascimento do último neto do tronco, Estevan
Serra Bedore em 1999. A segunda geração de Bedores nascido
em Atibaia é a dos bisnetos do tronco que teve início com Paloma Bedore Louro
em 1997 e até o momento encerra-se com Nicolas Bedore Zeni nascido em 24 de
março de 2005. Dos 21 netos de Oscar Bedore (4
filhos de Osvair, 7 de Odair, 3 de Paulo, 4 de Marcos e 3 de Gerson), 19 são
nascidos em Atibaia, excetuando-se apenas Samanta e Sâmara, filhas de Paulo
Bedore nascidas na vizinha cidade de Bragança Paulita/SP. Dos 9 bisnetos
(Paloma, Vinicius, Lívia Maria, Pedro Henrique, Lucas César, Maria Eduarda, Maria
Feranda, Pedro Henrique e Nicolas) todos são nascidos em Atibaia. Em Atibaia a família estabeleceu
inicialmente na praça Piu XII próxima a atual rodoviária da cidade e desde o
início da década de 70 estabeleceram-se pioneiramente no bairro Jardim Brasil,
localizado entre as avenidas Jerônimo de Camargo (antiga linha de ferro da
ferrovia Bragantina) e avenida Carvalho Pinto, pinicpal entrada recente da
cidade e entre o supermercado Compre Bem Barateiro na avenida Gaspar Camargo
e o tradicional colégio Externato São José. Trata-se de um bairro pequeno com
cerca de 8 ruas e uma praça, próximo ao centro da cidade, distando do marco
zero da cidade (praça da matriz) em menos de um kilomêtro aproximadamente.
vista parcial
do bairro Jardim Brasil, tendo no centro a rua Profº Domingos Matheus, acima
e a direita, avista-se a Pedra Grande
e acima e a esquerda está o centro da cidade. Foto do autor Atualmente dos cinco filhos do
Tronco, quatro moram no bairro Jardim Brasil (Osvair, Odair, Paulo e Gerson)
e um (Marcos) mora no bairro Recreio Estoril. Portanto, atualmente os 5 filhos,
4 noras, 21 netos e 9 bisnetos do Tronco moram em Atibaia, totalizando 39
pessoas que carregam o sobrenome Bedore em Atibaia, todos retratados nos
títulos que desenvolvem a descendência do casal Oscar e Iride (Títulos Bassi,
Bachega, Assirati, Basso e Bedore). Em solo Atibaiano também repousam
os restos mortais do casal tronco Oscar Bedore e Iride Bachega Bedore,
falecidos em 2004 e 1997 respectivamente, ambos seputados no túmulo da
família no cemitério São João Batista, o mais antigo da cidade iniciado em
1901. Dos cinco filhos do casal dois são
funiconários públicos estadual aposetados (Osvair e Paulo) e atualmente
atuantes no ramo de transportes de estudantes; um é ligado a pecuária e ao
comércio (Marcos); outro é ligado ao ramo de transportes (Gerson); e outro é
comerciante, empresário e ex-vereador por cinco mandatos consecutivos de 1983
a 2004 e 4 vezes presidente da Câmara Municipal da cidade em 1991/92/95/97 e
2004 (Odair). Dos 21 netos, dois são advogados
(Adriano e Alisson), três são professoras, sendo as duas últimas também
pedagogas (Sabrina, Juliana e Samara), três são comerciantes (Janaina, Marcos
Paulos, Fernando Henrique) uma é enfermeira da rede municipal (Samanta), uma
é funcionária pública da rede de ensino fundamental e acadêmica de
adminstração (Evelin), três são comerciários (Rodrigo, David e Débora,
acadêmica de arquitetura). BREVE CONSIDERAÇÃO SOBRE A POPULAÇÃO, LOCALIZAÇÃO
E HISTÓRIA DE ATIBAIA/SP A população de Atibaia está em
aproximadamente 111.055 mil habitantes residentes, com 80 mil eleitores nas
últimas eleições de 2004 e cerca de 21.100 mil habitantes flutuantes no
último censo. O Município pertence a 5ª região
administrativa do Estado de São Paulo, localiza-se a 65 Km da capital do
Estado, São Paulo, dista aproximadamente 60 Km da cidade de Campinas,
aproximadamente 80 Km de São José dos Campos, aproximadamente 500 Km do Rio
de Janeiro.
Município
de Atibaia, cortado por duas importantíssimas rodovias (Fernão Dias e D.
Pedro I)
Município
de Atibaia e os municípios vizinhos, vê-se também o litoral norte paulista, a
cidade de São Paulo; no extremo a esquerda: Campinas e no extremo a direita:
São José dos Campos Possui uma extensão territorial de
491 Km2, dos quais cerca de 275 correspondem a zona rural. Limita-se ao Norte
com Bragança Paulista (antiga Jagauri), ao Sul com Farnco da Rochae Mairiporã
(antiga Juqueri), ao leste com Piracaia (antiga Santo Antônio da Cachoeira) e
Bom Jesus dos Perdiões (antiga Bom Jesus da Cana Verde), e a oeste com Jarinú
(antigo distrito de Atibaia com o nome de Campo Largo) e Campo Limpo
Paulsita. Suas coordenadas geográficas são: Longitude 46º 32’ 29” Oeste e
Latitude 23º 6’ 5”. Atibaia está loxalizada no eixo de
uma malha rodoviária federal e estadual importante. A rodovia federal Fernão
Dias, que liga as capitais dos Estados de São Paulo e Minas Gerais e cruza o
Município no eixo norte-sul. A rodovia estadual D.Pedro I cruza o Município
no eixo leste-oeste e liga as rodovias Anhanguera e Bandeirantes à rodovia
Presidente Dutra, que liga as capitadis dos Estados de São Paulo e Rio de
Janeiro. Situa-se em região serrana,
caracterizando-se por um peneplano bastante drenado, com altitudes mais
freqüentes entre 800 a 1000 metros. Estas serras fazem parte dos primeiros
contrafortes da Serra da Mantiqueira, localizando-se principalmente na parte
Leste e Sul e recebendo a denominação de Serrado Botujuru, Serra do Itapetinga
e Serra da Pedra Grande Vermelha. O ponto mais elevado do Muncípio, o pico da
Pedra Grande, tem 1450 metros de altide. O clima é ameno, com brisas
constantes e foi considerado pela Unesco o segundo melhor clima do mundo,
sendo apenas superado por uma cidade da Suíça. Atibaia é drenada pela Bacia
do Rio Atibaia, que percorre nos eixos leste-oeste e sudeste-nordeste. O Rio
Atibaia é integrante da bacia do Rio Piracicaba. HISTÓRIA A fundação de Atibaia de Atibaia
foi oficialmente atribuída a Jeônimo de Camargo, contudo há historiadores
como Afonso de Freitas in “Diconário Histórico, Topográfico, etmográfico do
Município de São Paulo”, edição de 1930 e outros que atribuem a fundação da
cidade ao padre Matheus Nunes de Siqueira, alegando que Jerônimo de Camargo
ao instalar-se nas margens do rio Atibaia e iniciar a formção de um Vila lá
já encontrava-se o Padre Matheus Nunes de Siqueira juntamente com uma
comunidade de índios Guarulhos. Todavia, eu particularmente sou
mais favorável a tese defendida por inúmeros histoiadores, entre eles: Dr.
Carvalho Franco, autor do primoroso trabalho “Os Camargos de São Paulo”,
também defendida por Nelson Silveira Martins em sua obra Atibaia, o paraíso
quase impossível; por Waldomiro Franco da Silveira, autor entre outros de
“História de Atibaia” e pelo admirável historiador, Folclorista, advogado e
político João Batista Conti em sua obra: “Diconário Histórico e Geográfico de
Atibaia” os quais defendem a tese que foi o Padre Matheus Nunes de Siqueira
quem aproveitou das benfeitorias já existentes no embrião da Vila de Atibaia
formada por Jerônimo de Camargo para em 1665 deixar os índios por ele
catequisados na sem dúvida já existente Vila de Atibaia. Acreditamos que Jerônimo de
Camargo a frente de uma bandeira pelos sertões e ou fugindo de uma das brigas
entre as famílias Pires e Camargo de São Paulo fixou as bases e deu início a
Vila de Atibaia entre 1553 a 1660, portato, entre cinco a doze anos antes da
chegada do Padre Matheus Nunes de Siqueira. Os historiadores Nelson Silveira
Martins e Waldomiro Franco da Silveira citam em seus trabalhos uma carta de
semaria pela qual conclui-se que a posse das terras de Jerônimo de Camargo,
onde hoje temos a bela cidade de Atibaia deu-se entre 1653 a 1660 e que o
mesmo aqui chegou em razão dos conflitos políticos entre os Partidos dos
Pires e dos Camargos na Vila de São Paulo de Piratininga. Para entender melhor sobre a
fundação de Atibaia é necessário que façamos um breve comentário sobre o
conflito entre Pires e Camargos. No ano de 1531 chegou ao Brasil a
primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Souza. Entre os
novos moradores da nova terra, encontra-se Salvador Pires, natural do Porto
que foi casado com Maria Rodrigues, filho do patriarca da família Pires do
Brasil, João Pires. Os descendentes de Salvador Pires que faleceu em São
Paulo com testamento em 1592 formaram um clã político que dominou a política
na vila de São Paulo aproximadamente nos seus dois primeiros séculos de existência. Na última metade do século XVI
chegou ao porto de São Vicente o castelhano Jusepe de Camargo, patriarca da
família Camargo no Brasil que casou-se com Leonor Domingues, falecida em São
Paulo com testamento em 1630 (descendente do colonizador João Ramalho)
[todos, Salvador Pires, Jusepe de Camargo e João Ramalho são meus
ascendentes], Jusepe de Camargo era filho de Francisco de Camargo e Gabriela
Ortiz, natural de Castela. Jusepe foi Juiz Ordinário em São Paulo em 1611 e
em 1630 já encontrava-se falecido. A família Camargo deu início a uma segunda
facção de poder na Vila de São Paulo alterando-se no poder da Vila com a
família Pires. Entre os filhos de Jusepe de
Camargo, Fernão, Jerônimo, José Ortiz, Marcelino e Fernão (esses dois últimos
meus avôs em 11º grau) tornaram-se personagens importantes nas histórias de
São Paulo e de Atibaia, os três últimos foram Juízes Ordinário da vila de São
Paulo, algo equivalente a Presidente da Câmara. Em 1640 acirrou-se a disputa
política entre as famílias Pires e Camargo.O motivo alegado foi a expulsão
dos padres jesuítas do colégio São Paulo, que fundaram e cuja fundação deu
origem a cidade de São Pauloem 1554. Os colonizadores tinham como hábito
capturar e escravisar os indíginas enquanto os jesuítas trabalhavam
enfatizando a catequização das tribos, fato que nem sempre era visto com bons
olhos pelos “paulistas” que via de regra viam nos índios apenas mão-de-obra
escrava. Naquele ano de 1640, os Pires tomaram partido dos jesuítas,
provocando a hostilidade da família Camargo, famosos “caçadores de bugres”. A represália à posição dos Pires
veio em 1641 com o assssinato de Pedro Taques, cunhado de Fernão Dias Paes e
líder do partido dos Pires, pelo adversário Fernão de Camargo, chamado o
“Tigre” em pleno Largo da Matriz da Vila de São Paulo. Fernão de Camargo era
o 1º filho de Jusepe de Camargo, Tronco dessa família em São Paulo e foi o 1º
chefe dos seus na célebre contenta entre os Camargos contra os Pires em São
Paulo que durou até 1765 quando se discutia a elevação da Vila de São João
Batista de Atibaia a categora de Vila, precisamente nessa data se deu pela
última vez registros oficiais da luta entre as duas famílias em São Paulo,
alimentada por mais de 100 anos. Os Pires, em plena beligerância,
não só aos Camargos, como à Vila retiraram-se para a Vila de Parnaíba. Os
Pires com o apoio do ouvidor-geral do Rio de Janeiro, João Velho de Azevedo,
conseguiram a destituição de José Ortiz de Camargo do cargo de ouvidor da
Vila de São Paulo. Desde então as incursões dos Pires a São Paulo,
transformaram-se em batalhas sangrentas, espalhando o terror entre os
habitantes. Em 1653, os Camargos foram á Bahia, sede adminsitrativa da
Colônia, pedir Justiça e obtiveram do governo-geral da colônia a ordem o reemposamento
de José Ortiz de Camargo como ouvidor de São Paulo. Ortiz de Camargo retonrou
da Bahia “com muita gente branca e gentios”, todos armados para mais um
conflito na Vila de São Paulo. Em 1654 Ortiz aceitou a mediação
dos prelados religiosos da Vila para retornar ao cargo de ouvidor, não pelas
armas, mas através de um “termo de composição”. No Rio de Janeiro, o ouvidor
geral João Velho de Azevedo partidário dos Pires, não conconrdou com a medida
e voltou enraivecido para São Paulo, mandando abrir devassa sobre os tumultos
e crimes cometidos pelos Camargos. Sua intenção era remeter os inquéritos aos
juízes da Bahia, o que representaria a indicação dos Camargo à pena capital. Assim que soube da chegada do
ouvidor, Jerônimo de Camargo que ocupava o cargo de Juiz Ordinário e de posse
das chaves do Paço Municipal (como se hoje tivesse ele as chaves das sedes
dos Poderes Executivo e Legislativo da cidade, posto que na época os Poderes
se confundiam) abandonou a Vila com destino ignorado, mas que alguns historiados
(e para mim), juntamente com seu irmão Marcelino de Camargo fizeram várias
incursões para o sertão paulista, mais precisamente para as margens do Rio
Atibaia onde deram provavelmente início a formação da fazenda São João e
consequentemente a Vila de Atibaia. Acreditamos que entre 1654 a 1660
já havia sido formada ou pelo menos iniciada a formção da fazenda às margens
do Rio Atibaia fundada por Jerônimo e seu irmão Marcelino. Deve ser dessa
época a construção de uma sede da fazenda e ou uma capela dedicada a São João
Batsita Menino e construída no alto de uma planície (Hoje praça da matriz e
rua José Lucas), construída pelos irmãos Camargo. Tal capela, possivelmente
já existia em 1664 quando o padre Matheus Nunes de Siqueira[1]
no comando de uma bandeira que conquistou os índios guaru ou gaurulhos, ao
passar pela localidade conhecida como Atubaia, provavelmente deparou-se com a
fazenda de Jerônimo e lá deixou os ditos índios a fim de contribuírem para a
formação de um povoado. Ou na hipótese da capela ainda não exitir em 1664,
muito provavelmente fora ela construída pelos índios em 1664. As disputas entre os Pires e os
Camargo em São Paulo tiveram trégua a partir de 1655 através de uma provisão
do Conde de Autouguia de 24.NOV.1655 que determinou que a Câmara de São Paulo
fosse composta por igual número entre Pires e Camargos. Em 1658 novamente os
ânimos se exaltaram entre os membros dos dois partidos e só em 1660 acatando
aos renovados pedidos da metrópole, da Bahia, do Rio de Janeiro e de São
Vicente, os paulsitas abandoraram as disputas beligerente em troca de uma
nova aventura que atendneria as necessiades do Estado: as viagens
desbravadoras pela Serra da Mantiqeira pelos bandeirantes dando início ao
ciclo mineiro. A última referência que se tem de
Jerônimo de Camargo em Atibia data-se de 1687 quando o mesmo recebeu a
visista de Padre Provinciar o qual levou: “ ... quatro cambada de peixe
salgados e três queijos, no valor de $ 480 (quarenta e oito centavos)”,
sabe-se que Jerônimo de Camargo partiu de Atibaia para fundar uma fazenda em
Jundiaí onde faleceu no início do século XVIII. Atibaia foi elevada a Capela
Curada em 1679 (ou seja, a igreja passou a ter padre próprio), passando a
categoria de Freguesia (ou Distrito) de São Paulo aos 13.AGO.1747 e elevada a
Vila (atualmente chamada de Cidade ou Município) aos 27.JUN.1769 por portaria
do Capitão D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, mais conhecido como
Morgado Matheus. Atibaia recebeu o título de cidade por Lei Provincial de
22.ABR.1864 com o nome de São João Batista de Atibaia nome que conservou até
20.DEZ.1905 quando passou a se chamar simplesmente ATIBAIA. Sua data de fundação oficial é
24.JUN.1665, dia do santo padroeiro da capela da fazenda de Jerônimo de
Camargo que passou a ser conseqüentemente a matriz da cidade, tendo sido
nesta data realizada a primira missa[2]
pelo Padre Matheus Nunes de Siqueira, todavia, como já vimos foi no dia
03.JUL.1665 que a Câmara de São Paulo com a presença do Padre Matheus ordena
seja formada “aldeia na paragen donde estão” os índios catequisados pelo
Padre em sua bandeira, portanto, podemos considerar que Atibaia poderia
comemorar duas datas de fundação, a oficial, que se basea no aspecto
religioso (24 de junho, dia de São João Batista, o padroeiro da capela que deu
início ao paovado) e a não oficial (03 de julho) que para mim parece mais
correta, posto que é a primeira menção oficial da cidade e mais ainda marca
exatamente o seu nascimento institucional, algo que analogicamente poderemos
comparar a carta de Pero Vaz de Caminha. |
[1]
Padre Matheus Nunes de Siqueira saiu de São Paulo com sua bandeira em abril de
1664 e em 03.JUL.1665 após seu retonro se apresenta à Câmara de São Paulo e
comunica os acontecimentos da mesma como a catequisação dos índios Guarulhos
que deixou em Atubáia e recebeu as ordens da Câmara para que deixasse os ditos
índios “...en povoado e termo da
vila (São Paulo) na paragen chamada Atubáia e que o reverendo entregava o dito
gentio, e se lhe formasse aldeia na mesma paragen donde estão.”, Portanto,
o Padre Matheus deixou os índios numa paragem já existente onde não nos resta
dúvida ser a fazenda de Jerônimo de Camargo que não deve ter sido sitada para
evitar problemas políticos na Câmara Municipal.
[2]
Não acredito que haja alguma prova que em 24 de junho de 1665 realmente o Padre
Matheus Nunes de Siqueira tenha realizado a primaira missa em solo Atibaiano,
de qualquer modo se ela realmente aconteceu é indiscutivelmente um grande marco
para o nascimento da cidade.